Essa peulá é importante para que depois de nos enturmarmos com os chanichim, agora analisemos o nível intelectual de suas peulot e seu senso crítico. Ale, disso, trabalharemos um pouco de grupo e sentimento pelo Shomer. É essencial que os madrichim leiam e prestem bastante atenção no texto e façam suas anotações, para que saibam explorá-lo bem em cima de perguntas para os chanichim.
1ª parte: Toda a shichvá estará na chaviva reich e através de um relaxamento, com direito a música, o madrich lerá o seguinte texto:
“Bom, tzeirim, vou pedir pra vocês agora tentarem relaxar. Deitados no chão, fechem os olhos, se estiquem o máximo possível: as pernas, os braços… respirem fundo. Tentem agora, escutando a música, se afastar um pouco da realidade e concentrem-se no que eu vou falar.
Tentem voltar um pouco no tempo, nos seus doze anos. Você está deixando de ser criança, quer dizer, pros adultos, você ainda é. Mas você sente que algo mudou: já é um adolescente.
É domingo e você está em casa assistindo televisão, assistindo aquele mesmo programa de sempre, de todos os domingos! Você enche o saco daquele programa, levanta do sofá, avisa sua mãe que vai dar um volta, dá um beijo nela e sai…
Você sai da sua casa, do seu prédio e começa a andar pela rua… No meio do caminho você encontra um amigo de infância que já não via a muito tempo, abraça-o, vocês conversam um pouco e ele segue caminhando com você sem nenhum destino… Nesse caminho, vocês encontram outros conhecidos, amigos da escola, da rua… e também conhecem pessoas novas e quase todos eles seguem caminhando com vocês. Todos têm mais ou menos a mesma idade que você… A medida que você vai conhecendo melhor essas pessoas nessa caminhada, você vai se identificando e trocando muitas idéias com elas. Sem perceber, aos poucos vocês vão se afastando da cidade…
Chegando no limite da cidade , veem pela frente uma longa estrada de barro, e mesmo sem saber aonde ela vai parar, você e todo o grupo resolve segui-la. Juntos não têm medo de nada… basta a confiança que têm uns nos outros… Sentem que estão procurando algo ou que tem algo a conquistar pelo caminho…
No inicio, vocês todos se divertem juntos. Até então, eram os únicos na estrada…
De repente, vocês encontram no meio do caminho, outro grupo de jovens da mesma idade de vocês, mas que passam uma impressão de mais velhos, mais seguros e passam a caminhar junto a vocês. A princípio, as pessoas desse grupo pareciam muito legais, mas você sentia que alguma coisa de ruim iria acontecer por causa delas…Mas seguiam caminhando por aquela estrada deserta e cercada de lindas e estranhas paisagens.
De repente, vocês chegam numa bifurcação. Vocês discutem, e aquele grupo de pessoas que encontraram no caminho convencem algumas pessoas do seu grupo a ir com eles. É aí, que você percebe em suas reações que que aquela segurança que eles passam não existe. Você se sente realmente triste,afinal de contas, era todo o grupo que te encorajava a seguir caminhando, mas… mesmo inseguro, continua caminhando com os poucos amigos que sobraram.
As paisagens pelas quais vocês passam são diversas: rios,… praias,… montanhas,… cidades grandes e barulhentas até vilas mais calmas e humildes e agora, encontram mais pessoas pelo caminho e mesmo sem criar nem um tipo de relação com elas, você percebe que a forma como elas os tratam é diferente, é como se tivessem mais responsabilidade, e já não tratavam como aquela criança. Isso te dá muita insegurança e você pensa se não devia ter ido com o outro grupo.
Vocês sem perceber, vão voltando a sua cidade, ao seu bairro. Vão se despedindo… e cada um vai pra sua casa. Você chega em casa, dá um abraço forte em sua mãe. Conta de seu passeio e no final pergunta se ela sabia algo sobre aquele grupo que seguiu pelo outro caminho. Ela demonstra com a sua expressão facial que sabe, e que lamenta pelo que aconteceu com eles e o pede para que não os procure mais. E você, sem discordar, vai para seu quarto e fica refletindo sobre tudo que aconteceu…
Bom, gente, cada um no seu tempo, podem abrindo os olhos e sentando.”
2ªparte: A shichvá era dividida em dois grupos de peulá (8ª e 1 ºano) e seguirão para 2 chedarim.
O madrich então perguntará o que eles acharam da história. Se se identificaram em algum momento. Em qual? Por quê?
Várias perguntas podem ser trabalhadas em cima de metáforas como por exemplo: O que estavam procurando ou conquistando? Quem seriam as pessoas do outro grupo?… para essa parte, é necessário que cada madrich faça as suas anotações, antes do sábado, é claro!
3ª parte: O madrich botará no chão vários papéis com frases e partes de músicas e cada um deverá escolher aquele que mais tem a ver com a fase que está passando. O madrich então trabalhará com perguntas em cima daqueles que se voluntariarem a falar qual escolheu e porque.
4ª parte:O madrich entregará bandeirinhas para os chanichim e pedirá para que eles escrevam coisas que eles acham que tem na cabeça da juventude em geral da idade deles. Coisas ruins também, como : drogas, revolta, então deverão colocar na cabeça do melão que estará com uma cara desenhada!
O madrich então pegará o melão e desenhará uma chultzá nele. E perguntará: e quais são os interesse de vocês, jovens que freqüentam o shomer ? São os mesmos?E pedirá para tirem coisas que não tem a ver com eles e o Shomer e se acrescentariam algo. Existe alguma diferença entre os que freqüentam e os que não freqüentam?
O madrich deverá então encerrar a peulá e puxar o assunto de porque eles acham que a shichvánão ta lotada e falar que eles são responsáveis por isso também. Falar que eles comentaram bastante de Shomer, e perguntar porque não vestem a camisa do shomer quando vão pro Ken e não botam a chultzá no mifkad.
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